A eliminação do Sampaio Corrêa da Série D do Campeonato Brasileiro, que encerrou as atividades do clube na temporada 2025, acentuou o clima de insatisfação entre torcedores. A crise, que já se arrastava desde a queda da equipe da Série B para a Série D, resultou em uma representação protocolada no Ministério Público do Maranhão (MPMA) pedindo o afastamento imediato do presidente Sérgio Frota, no cargo desde 2008.

O documento foi apresentado pelo professor Raimundo Santos de Castro, do IFMA-Monte Castelo, com apoio de torcedores, e aponta uma série de irregularidades administrativas e financeiras, como a venda de parte do Centro de Treinamento José Carlos Macieira, avaliado em mais de R$ 6 milhões, supostamente realizada sem consulta aos sócios e sem deliberação válida do Conselho Deliberativo. A representação também cita falta de transparência na prestação de contas, concentração de poder por meio de alterações estatutárias e prejuízo à função social do clube.

O pedido solicita a instauração imediata de investigação, o afastamento cautelar de Frota, a nomeação de um interventor judicial para administrar o clube e a convocação de eleições em até 90 dias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente.

Em resposta, Sérgio Frota declarou estar tranquilo em relação às denúncias e afirmou já ter prestado esclarecimentos ao MP em ocasiões anteriores. Ele destacou que o balanço e a demonstração de resultados referentes a 2024 estão publicados no site oficial do clube, auditados, e que fez aportes pessoais e empresariais para manter compromissos financeiros da equipe.

O Ministério Público deverá analisar o pedido e decidir se abre ou não procedimento para investigar as acusações e adotar as medidas solicitadas.