Uma médica maranhense foi detida em flagrante, em Belém, após ser acusada de utilizar meios eletrônicos proibidos durante a realização do concurso para os Programas de Residência Médica 2026 da Universidade do Estado do Pará (Uepa). A ocorrência foi registrada no momento da aplicação das provas, em um dos campi da instituição.

De acordo com informações da Polícia Civil, a candidata teria recorrido ao uso de um telefone celular e de um ponto eletrônico, ocultos sob a roupa, com o objetivo de obter auxílio externo durante o exame. O material foi localizado após a intervenção das autoridades, acionadas diante de indícios de comportamento irregular.
O caso aconteceu no campus V da Uepa, no Centro de Ciências Naturais e Tecnologia, no bairro do Marco. A suspeita surgiu após fiscais do certame serem alertados por outro candidato, que percebeu atitudes consideradas fora do padrão, como a leitura em voz alta das questões e o registro de imagens da prova.
Após a abordagem, a médica foi conduzida à Seccional Urbana da Sacramenta, onde foi autuada pelo crime de fraude em exame ou processo seletivo. Ela permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário.
Em nota oficial, a Universidade do Estado do Pará informou que a participante foi excluída imediatamente do concurso, conforme previsto no edital. A instituição ressaltou ainda que os protocolos de segurança adotados garantiram a integridade do processo seletivo e que o cronograma do certame será mantido.
O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) declarou que ainda não recebeu comunicação formal sobre o episódio. O órgão esclareceu que, caso sejam encaminhados documentos oficiais, como o auto de prisão em flagrante, será realizada análise técnica e jurídica para avaliar a eventual abertura de procedimento administrativo por possível infração ética.

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