Cada vez mais raros nas ruas brasileiras, os antigos orelhões — oficialmente chamados de Telefones de Uso Público (TUP) — estão com os dias contados. A partir deste ano, as empresas de telefonia fixa deixaram de ser obrigadas a manter esses equipamentos, após o encerramento, em dezembro de 2025, das concessões do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) no Brasil.

A mudança ocorre com a adaptação dos antigos contratos de concessão para o regime de autorização, conforme previsto na Lei Geral de Telecomunicações. Com isso, cerca de 38 mil orelhões ainda existentes no país poderão ser gradualmente retirados de circulação.
No Maranhão, os números ainda chamam atenção. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontam que o estado possui atualmente 653 orelhões ativos e outros 516 em manutenção, totalizando 1.169 aparelhos. Com esse quantitativo, o Maranhão ocupa a terceira posição nacional em número de orelhões ativos e em manutenção, ficando atrás apenas de São Paulo e da Bahia.
São Paulo lidera o ranking, com 27.918 orelhões ativos e 808 em manutenção. Em seguida aparece a Bahia, com 965 aparelhos ativos e 525 em manutenção.
Apesar do avanço no processo de desativação, a Anatel informou que ainda não existe uma norma específica que regulamente a retirada dos orelhões que deixaram de ser obrigatórios. Mesmo assim, a agência avalia solicitar às prestadoras de telefonia a apresentação de um plano para a remoção gradual desses equipamentos.
A população também pode solicitar diretamente às operadoras a retirada de orelhões considerados não obrigatórios, por meio das centrais de atendimento. Caso não haja resposta, é possível registrar reclamação junto à Anatel pelo telefone 1331 ou pelo site oficial do órgão.
Mesmo com a redução expressiva, cerca de nove mil orelhões deverão ser mantidos em funcionamento em todo o país até 31 de dezembro de 2028, principalmente em localidades onde a cobertura de telefonia móvel ainda é considerada insuficiente. Nessas áreas, os aparelhos devem permitir chamadas locais e nacionais para telefones fixos sem custo ao usuário, já que os antigos cartões telefônicos deixaram de ser produzidos por inviabilidade econômica.

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