A Justiça determinou a prisão preventiva dos artistas MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, frustrando a expectativa de soltura ainda nesta semana. A decisão atende a um novo pedido da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

A medida foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça conceder habeas corpus ao investigado Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, decisão que havia sido inicialmente estendida ao trio. Com o novo entendimento, as prisões temporárias foram convertidas em preventivas, que não possuem prazo definido e podem se estender enquanto houver justificativa legal.
De acordo com a investigação, a decisão também endurece as medidas contra outros envolvidos, totalizando dezenas de investigados entre líderes, operadores financeiros e peças-chave do esquema. Parte deles teve a prisão convertida em preventiva, enquanto outros receberam prisão domiciliar por razões humanitárias, como problemas de saúde ou necessidade de cuidados com filhos menores.
Segundo a Polícia Federal, a conversão das prisões foi fundamentada no avanço das investigações e na análise de provas, incluindo documentos, dispositivos eletrônicos e registros financeiros. A corporação aponta riscos concretos caso os investigados fossem soltos, como a continuidade das atividades ilícitas, destruição de provas e possível articulação entre os envolvidos para interferir no andamento do processo.
As apurações indicam que o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilegais, como apostas clandestinas, rifas irregulares, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada, “laranjas”, criptomoedas e remessas ao exterior. Os investigados haviam sido presos inicialmente no último dia 15, durante operação da Polícia Federal.
A decisão judicial ocorre após questionamentos sobre o prazo das prisões temporárias. No habeas corpus, o ministro Messod Azulay Neto apontou irregularidade na duração da medida aplicada a um dos investigados, destacando que o período deveria ser de cinco dias, e não 30, como determinado anteriormente.
A defesa de MC Ryan SP afirmou, em nota, que recebeu com surpresa o novo pedido da Polícia Federal, classificando a medida como extemporânea e questionando o momento da solicitação da prisão preventiva.
Após a divulgação da decisão, familiares e amigos do artista se envolveram em uma confusão em frente ao Centro de Detenção Provisória do Belém, na Zona Leste de São Paulo, onde aguardavam a possível liberação do cantor.

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