Uma informação divulgada pelo blogueiro Leonardo Alves na noite desta segunda-feira (18) é uma das revelações mais explosivas dos últimos anos em Codó. Ele trouxe detalhes de uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal contra integrantes da antiga gestão de Codó e que envolve diretamente o vereador Raimundo Leonel Magalhães Araújo Filho, o Leonel Filho.

O nome de Leonel Filho aparece entre os citados na investigação que apura um suposto esquema milionário envolvendo contratos públicos, empresas e repasses financeiros considerados suspeitos pelo MPF.
Segundo a Procuradoria da República, Leonel Filho teria recebido R$ 15 mil em meio à movimentação financeira investigada.
E o detalhe que mais chama atenção está justamente na justificativa apresentada pelo Ministério Público Federal.
De acordo com o documento oficial da ação, o pagamento teria ocorrido “com o objetivo de comprar o apoio ou o silêncio do parlamentar”, descrito pelo MPF como “conhecido opositor político do então prefeito José Francisco”.
A acusação aparece após o rastreamento bancário realizado durante a investigação.
Segundo o Ministério Público Federal, nos dias 8 e 12 de abril de 2022, a Prefeitura de Codó repassou aproximadamente R$ 1,6 milhão para a empresa Wender Cardoso e Sousa LTDA.
Ainda conforme a ação, no mesmo dia 12 de abril, a empresa transferiu R$ 60 mil para C M Cardoso LTDA. Dias depois, em 19 de abril de 2022, segundo a Procuradoria da República, a empresa teria transferido R$ 15 mil diretamente para a conta do vereador Leonel Filho.
Para o MPF, a sequência das movimentações financeiras não seria coincidência.
A investigação sustenta que o dinheiro público saía da Prefeitura, passava por empresas ligadas ao grupo investigado e depois era redistribuído através de transferências bancárias consideradas suspeitas.
O caso ganhou forte repercussão política porque Leonel Filho sempre buscou manter uma imagem de independência e oposição dentro do cenário político de Codó.
Agora, porém, o nome do parlamentar aparece oficialmente entre os citados na ação de improbidade administrativa movida pela Procuradoria da República na Justiça Federal.
Segundo o MPF, as provas reunidas incluem relatórios do sistema SIMBA, quebra de sigilo bancário, rastreamento financeiro, cruzamento de movimentações e análise de contratos públicos.
A ação segue tramitando na Justiça Federal. Os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório. Até o momento, não há condenação definitiva.

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