Uma denúncia feita por uma moradora de Codó, que pediu para não ser identificada, expõe mais um capítulo da crise enfrentada na saúde pública do município e levanta questionamentos sobre a gestão do prefeito Chiquinho do PT, que se autointitula “Homem da Pegada”.

De acordo com o relato, a situação dos exames básicos, como sangue e urina, tem se tornado um verdadeiro teste de resistência para a população. Segundo ela, os postos de saúde deixaram de realizar esse tipo de atendimento, assim como o Hospital Geral Municipal (HGM), concentrando toda a demanda na Policlínica. O resultado, como descreve, é um sistema que obriga o cidadão a entrar em uma fila invisível, sem garantia de atendimento e dependente da desistência de outros pacientes.
“Se aparecerem duas vagas no meio de 10 ou 15 pessoas, só duas conseguem. O resto volta para casa sem nada”, relata.
A situação é ainda mais grave porque, conforme a denúncia, o acesso aos exames depende de encaminhamento prévio da Secretaria de Saúde, seguido de uma espera indefinida. Para muitos, a única alternativa tem sido recorrer ao chamado “encaixe” — uma espécie de tentativa de última hora, que transforma o atendimento em uma disputa por desistências.
No dia em que esteve na unidade, a denunciante afirma que ninguém conseguiu atendimento, já que não houve vagas disponíveis. A orientação foi simples e frustrante: voltar no dia seguinte e tentar novamente.
A revolta se intensifica quando a moradora menciona o discurso político adotado durante a campanha. “É uma pouca vergonha. O ‘Homem da Pegada’ dizia que ia melhorar a saúde. É assim que está melhorando?”, questiona.
O caso expõe não apenas falhas operacionais, mas também a sensação crescente de abandono vivida por quem depende exclusivamente do sistema público de saúde. Enquanto isso, moradores seguem enfrentando filas, incertezas e a dura realidade de disputar atendimento básico.
A denúncia reforça um sentimento que ecoa nas ruas: entre promessas de campanha e a realidade dos serviços, a “pegada” parece não alcançar quem mais precisa.

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