O governo do prefeito Chiquinho PT voltou a chamar atenção — negativamente — por meio do Diário Oficial do Município. A prefeitura de Codó adjudicou um contrato no valor exato de R$ 8.016.793,14 para a construção de uma escola de tempo integral com apenas cinco salas de aula.

Fazendo uma conta simples, cada sala vai custar aos cofres públicos mais de R$ 1,6 milhão — um valor que, em muitos municípios, seria suficiente para reformar ou até construir uma escola inteira. A empresa escolhida para a execução da obra foi a A3 Empreendimentos LTDA, localizada no Centro de Joselândia (MA).

O mais grave, porém, é a ausência completa de transparência no processo: nenhum detalhamento técnico foi apresentado ao público, nem planta arquitetônica, nem memorial descritivo, tampouco qualquer especificação que justifique o investimento milionário. Apenas uma autorização seca, sem justificativas, assinada pela caneta do prefeito.

Enquanto isso, postos de saúde continuam em situação crítica, crianças seguem sem merenda escolar, e bairros inteiros enfrentam escuridão e lama. Em um cenário de escassez nos serviços mais básicos, o anúncio de uma obra milionária com escopo tão restrito levanta sérias suspeitas de superfaturamento e possível direcionamento de contrato.

O caso merece atenção urgente do Ministério Público, que tem a obrigação legal de fiscalizar os gastos públicos e investigar possíveis irregularidades. O povo de Codó merece respeito, e não cifras milionárias lançadas ao vento, enquanto a cidade afunda na precariedade.

Codó precisa de escolas, sim. Mas precisa, antes de tudo, de responsabilidade, transparência e compromisso com quem mais precisa: a população.

Com informações do Blog do Leonardo Alves