Mesmo após a grande repercussão da denúncia de que a Rede Sol Fuel Distribuidora S/A é investigada por ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o governo de Chiquinho do PT decidiu manter os contratos milionários firmados com a empresa.

A informação de que a distribuidora estaria ligada ao crime organizado não surgiu de boatos, mas sim do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que apontou que a Rede Sol teria sido adquirida pelo fundo Mabruk II — investigado como um dos financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis. A investigação foi deflagrada pela Operação Carbono Oculto, em ação conjunta com a Polícia Federal e a Receita Federal.
Apesar do peso das acusações, a Prefeitura de Codó firmou contratos que somam R$ 12,6 milhões com a Rede Sol, sem recuar nem um centímetro mesmo após a polêmica ganhar espaço em diversos veículos de comunicação do Maranhão. As maiores fatias do dinheiro público foram destinadas às secretarias de Educação, Saúde e Infraestrutura, cada uma com contratos de mais de R$ 3,4 milhões.
Em nota de esclarecimento, a gestão de Chiquinho do PT alegou que a contratação seguiu os trâmites legais e que não havia impeditivos jurídicos contra a empresa. No entanto, o que a nota não consegue apagar é o fato de que a Prefeitura de Codó está injetando mais de R$ 12 milhões em uma companhia investigada por ter vínculos com a maior facção criminosa do Brasil.
A Rede Sol acumula ainda processos no Tribunal de Justiça de São Paulo, no TRT-15 e questionamentos no TCE-SP. No Maranhão, curiosamente, a empresa nem sequer possui filial.
Ao insistir na manutenção dos contratos, o governo Chiquinho do PT levanta uma questão inevitável: por que arriscar a imagem do município e os cofres públicos em nome de uma empresa que o Ministério Público afirma estar ligada ao PCC?
A polêmica está longe de acabar — e a cada novo detalhe, cresce a desconfiança sobre os critérios adotados pela atual gestão na hora de escolher para quem entregar milhões de reais dos codoenses.

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