Enquanto o governo municipal de Chiquinho do PT desembolsa quase R$ 6 milhões com a decoração natalina de Codó — incluindo uma árvore gigante montada em frente ao Colégio Militar 2 de Julho —, estudantes da unidade vivem uma realidade bem distante do clima festivo.

Pais de alunos procuraram o Marco Silva Notícias para denunciar que o colégio está há vários dias sem aulas regulares, em um esquema de rodízio de turmas. O motivo, segundo eles, é o mesmo relatado há mais de um mês: falta de energia suficiente e ausência de um gerador funcionando.

“Todos os dias tem rodízio de turma em uma única sala com ar-condicionado. Fomos informados que o gerador foi comprado, mas nunca instalado. Nossas crianças estão sendo prejudicadas”, relatou uma mãe ao jornalista Marco Silva.

Mensagens enviadas aos grupos de pais no WhatsApp deconfirmam a situação. Em uma delas, a escola informa que as turmas não terão aula presencial e que as atividades serão postadas online “enquanto aguardam a instalação do transformador, cujo agendamento será feito pela Equatorial”.

O problema, no entanto, não é novo. No início do mês passado, o blog já havia noticiado que os alunos sofriam com o calor intenso devido aos ar-condicionados quebrados e à falta de estrutura adequada. Um mês depois, nada mudou — e o prejuízo no aprendizado continua.

Enquanto isso, a prefeitura avança com os preparativos da luxuosa decoração natalina, que promete ser uma das mais caras da história de Codó. A contradição revolta pais e moradores: milhões para o Natal, mas nem um gerador funcionando para garantir aulas dignas às crianças.

A indignação é geral. “É revoltante ver tanto dinheiro sendo gasto com luzes e enfeites, enquanto nossos filhos estudam no calor ou ficam sem aula”, desabafou outro responsável.

O contraste entre a árvore de Natal brilhando na praça e o apagão educacional dentro do Colégio Militar 2 de Julho é o retrato mais claro das prioridades do governo de Chiquinho do PT.