O governo do prefeito Chiquinho do PT está no centro de uma denúncia contundente feita por uma moradora de Codó, que acusa a administração municipal de negligência no atendimento a crianças com transtorno do espectro autista (TEA). O relato expõe um cenário considerado alarmante nas áreas da saúde e educação do município.

Segundo a denunciante, o atendimento oferecido pelo Centro de Especialidades Clínicas (CEC) é precário e insuficiente. As terapias, de acordo com a queixa, durariam cerca de 15 minutos e não alcançariam nem 40% das crianças que necessitam do serviço. A situação se agrava, ainda conforme o relato, pela postura da gestão do órgão, que teria orientado famílias a buscarem a Justiça por não haver mais soluções administrativas.
As críticas atingem diretamente a condução do governo municipal, apontando falta de compromisso com um público considerado extremamente vulnerável. “É um descaso total”, resume a denunciante, que também responsabiliza o prefeito pela situação enfrentada pelas famílias.
Na educação, o cenário descrito é igualmente preocupante. A denúncia aponta ausência de salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a inexistência de profissionais qualificados em métodos como ABA (Análise do Comportamento Aplicada), considerados essenciais para o desenvolvimento de alunos autistas. Para as famílias, isso representa a negação de um direito básico garantido por lei.
A área da saúde também é alvo de críticas duras. Segundo o relato, postos de saúde enfrentam desorganização, falta de fichas e um atendimento considerado caótico, o que agrava ainda mais a dificuldade de acesso aos serviços essenciais.
Outro ponto que gera revolta é a suposta pressão sobre mães de crianças autistas em relação a benefícios sociais. De acordo com a denúncia, haveria tentativas de impedir o acúmulo do Benefício de Prestação Continuada (BPC) com o Bolsa Família, mesmo em situações onde a legislação permite. A prática, se confirmada, pode representar violação de direitos sociais básicos.
Diante desse cenário, famílias já estariam recorrendo à Justiça para garantir atendimento digno aos filhos. O caso levanta questionamentos sobre a prioridade dada pela gestão de Chiquinho do PT às políticas públicas voltadas para pessoas com deficiência.

Realmente não dá pra esconder o caos na saúde. Nos postos de saúde não tem fichas para atendimento especializado, não estão fazendo exames laboratoriais. Nos laboratórios particulares o doente deixa uma grande parte do salário que poderia ser usado na compra da medicação. O que sobra é a grande dúvida se compra alimento, paga os exames ou compra medicamentos. Brincar com a saúde pública, dificultar atendimento é mexer na ferida mais dolorida de quem não tem mais a quem recorrer. Mandar procurar a justiça, pra ter um direito constitucional atendido? Resultado dos votos errados, fazer o quê se faltam representantes sérios, capacitados e comprometidos entre aqueles que se candidatam a cargos públicos.