O escândalo envolvendo a morte de um bebê durante parto no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó ganhou um novo e grave capítulo. Uma paciente que estava internada na unidade relatou, em mensagem enviada à nossa redação, que funcionários foram proibidos de comentar o caso e estariam sendo ameaçados de demissão caso falem sobre o ocorrido.

Segundo o relato, a determinação seria para abafar a repercussão da tragédia. “O que rola lá dentro é que, se verem algum dos funcionários comentando sobre o caso, é pra ser demitido”, disse a mulher, que recebeu alta nesta segunda-feira (19).
As denúncias reforçam as suspeitas de que a direção do HGM, sob comando de Rossana Araújo, esposa do vereador Leonel Filho, estaria tentando silenciar profissionais e esconder a real gravidade do ocorrido.
Enquanto a versão oficial divulgada pelo hospital nega qualquer negligência e acusa a imprensa de criar uma “narrativa de terror”, novos relatos surgem a cada dia, ampliando a revolta da população e expondo um possível esquema de intimidação dentro da unidade de saúde.
O silêncio imposto aos funcionários e a ausência de transparência no esclarecimento da morte do bebê agravam ainda mais a crise de confiança entre a população e o hospital público de Codó.

Por que tem gente que acha que o público é dela?