Uma nova consulta realizada nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025, confirmou aquilo que os bastidores da política codoense preferem evitar: o deputado estadual Francisco Nagib continua inelegível no banco de dados oficial do Tribunal de Contas da União (TCU). Mesmo após inúmeras tentativas de minimizar o tamanho da crise que o cerca, a condenação permanece firme — e com trânsito em julgado.

O motivo da queda de braço entre Nagib e a Justiça é antigo, mas explosivo. O TCU reprovou suas contas referentes ao Programa de Educação Infantil – Novos Estabelecimentos, após apontar irregularidade insanável na aplicação de recursos públicos federais durante sua gestão como prefeito de Codó, em 2017. Em resumo: o ex-prefeito não conseguiu comprovar o uso adequado do dinheiro público.

A decisão final da Corte veio em 19 de agosto de 2023, carimbando a inelegibilidade do parlamentar até 2031. Na prática, Nagib está automaticamente fora das eleições de 2026 e 2030 — um baque monumental para quem tenta manter viva a própria relevância política. A tão sonhada volta às urnas só poderá acontecer em 2032, isso se até lá não surgir outra dor de cabeça no caminho.

Apesar do peso da condenação, o deputado insiste em espalhar nos bastidores que estaria com a “ficha limpa”. Mas os registros oficiais contam outra história: seu nome continua devidamente marcado como inelegível na base de dados do TCU, em total desacordo com o discurso que ele tenta vender ao eleitorado.

A inelegibilidade está amparada pela Lei da Ficha Limpa (LC 135/2010), que barra por oito anos gestores que tenham as contas rejeitadas por irregularidades graves e dolosas. No caso de Nagib, a regra se aplica com precisão cirúrgica — e sufoca qualquer pretensão eleitoral a curto e médio prazo.

Enquanto isso, o parlamentar segue num esforço quase desesperado para reescrever a própria narrativa. Mas basta uma simples consulta ao TCU para expor a realidade: a condenação está lá, intacta, e continua sendo um obstáculo gigantesco para quem insiste em negar o óbvio.