A polêmica envolvendo a frustrada entrega de carteiras estudantis em Codó não é vista por muitos como um caso isolado. Pelo contrário: cresce entre estudantes e membros da comunidade escolar a percepção de que episódios semelhantes já ocorreram outras vezes, sempre com o mesmo roteiro — eventos divulgados como benefícios para a juventude, mas que acabam sendo interpretados como ações de interesse político.

O foco das críticas recai novamente sobre o secretário municipal da Juventude, Valdeci Calixto, e o deputado estadual Francisco Nagib. Segundo relatos que circulam nas redes sociais e nos bastidores do movimento estudantil, não seria a primeira vez que iniciativas voltadas aos alunos são utilizadas como vitrine política, inclusive com a realização de eventos dentro de escolas públicas.
Há um incômodo crescente entre os estudantes com o que classificam como “uso estratégico” da imagem de crianças e jovens em ações institucionais que, na prática, teriam outro objetivo. A acusação é de que atividades são apresentadas como políticas públicas de benefício direto aos estudantes, mas acabam funcionando como espaço de promoção pessoal e fortalecimento de alianças políticas.
O fracasso na entrega de carteiras estudantis, marcado por espera, frustração e vaias, apenas intensificou um debate que já vinha sendo levantado por parte da comunidade escolar: até que ponto ações direcionadas aos jovens estão realmente comprometidas com o interesse coletivo e não com estratégias políticas?
Até o momento, nem o secretário Valdeci Calixto nem o deputado Francisco Nagib se pronunciaram especificamente sobre as críticas relacionadas ao uso recorrente de eventos com estudantes para fins políticos. Enquanto isso, o tema segue gerando forte repercussão e ampliando o clima de desconfiança entre a juventude codoense.

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