Olha… vou te dizer: fazia tempo que eu não via uma informação tão importante passar quase batida em Codó. Mas se muita gente nem percebeu, pode ter certeza que lá no gabinete o clima não foi dos melhores.

Quando todo mundo já dava como certa a saída de Felipe Camarão da disputa pelo Governo do Maranhão, ele aparece de novo no jogo — e não é de leve. Confirmou candidatura e ainda vem com apoio total de Lula. Aí, meu amigo, muda tudo.

E quem entra no aperto é o prefeito Chiquinho.

De um lado, ele já vinha dizendo, sem rodeio, que seu candidato é Orleans Brandão. Já falou isso mais de uma vez, deixou bem claro. Só que agora a situação complicou.

Do outro lado, aparece Felipe, que é do mesmo partido do prefeito, com apoio forte lá de cima. E aí não tem saída fácil: se Chiquinho continuar com Orleans, pode acabar perdendo benefícios do governo federal — como aquela policlínica que já foi anunciada. Se mudar e apoiar Felipe, pode perder espaço dentro do governo do estado.

Resumindo: qualquer escolha dá problema.

E quando você pensa que já tá complicado, piora. Entra na história o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Nos bastidores, Chiquinho já teria oferecido dois nomes do seu grupo — Araújo Neto e Roberto Cobel — pra apoiar Braide. Traduzindo: já tá tentando garantir um espaço, caso Braide cresça.

Ou seja, a situação virou um verdadeiro rolo.

Na prática, Chiquinho vai ter que decidir com quem vai assumir compromisso de verdade: Orleans ou Felipe. Só que, ao mesmo tempo, ainda tem esse “contatinho político” com Braide rolando por fora.

E aí fica aquela pergunta: vai assumir o relacionamento ou vai continuar levando tudo na base do “deixa como tá”?

Porque, do jeito que tá, uma hora a conta vai chegar na mesa do prefeito de Codó.