A tentativa do Hospital Geral Municipal de Codó (HGM) de esclarecer o caso da paciente Maria José dos Anjos Farias, de 48 anos, acabou gerando ainda mais revolta entre os familiares. Após a divulgação de uma nota oficial acompanhada de vídeo, a família veio a público, por meio de comentários nas redes sociais, para desmentir pontos apresentados pela unidade de saúde e reafirmar as denúncias de falhas graves no atendimento.

De forma direta, os familiares afirmam que o problema nunca foi a falta de medicamentos, como sugere a nota do hospital, mas sim a condução do atendimento médico ainda nos leitos de enfermaria. Segundo relatos, a paciente apresentou sucessivas crises de falta de ar sem que houvesse a devida atenção por parte da equipe.
A filha da paciente, Mary Farias, que acompanha o caso de perto, relatou que a situação só foi tratada com mais seriedade após a terceira crise. “Na primeira vez disseram que ela estava estável. Na segunda, a mesma coisa. Só na terceira, depois de muita insistência, deram atenção”, afirmou. Ela reforça que, na UTI, o atendimento foi adequado, mas critica duramente a demora anterior: “O problema precisa ser resolvido antes de piorar, não depois”.

Outra denúncia grave diz respeito à falta de sensibilidade diante do quadro clínico da paciente. De acordo com a família, mesmo com sinais evidentes de dificuldade respiratória, houve negativa no fornecimento de oxigênio sob a justificativa de saturação normal. “Ela estava visivelmente precisando”, destacou uma das filhas.
Além das críticas ao atendimento, os familiares também questionam a forma como o hospital conduziu a divulgação do caso. Segundo Mary Farias, o vídeo publicado pelo HGM não teve autorização dela, que afirma ser a principal responsável por acompanhar a mãe durante a internação. Ela acusa ainda a unidade de ter ouvido apenas o pai, que, segundo ela, não tem pleno conhecimento da situação. “Esperaram eu sair para gravar com ele. E ainda cortaram partes importantes do que foi dito”, denunciou.
As manifestações também apontam um sentimento de abandono e revolta com a situação da saúde pública no município. “O hospital nos deixou de mãos atadas. Quantos codoenses ainda vamos perder por negligência?”, questionou outra familiar.

Diante da repercussão, o caso ganha novos contornos e amplia a pressão sobre a direção do HGM, que agora enfrenta não apenas questionamentos sobre o atendimento prestado, mas também sobre a transparência e a forma como tentou conduzir a resposta pública.
Enquanto isso, a paciente segue em estado delicado, e a família mantém a cobrança por explicações mais claras e, principalmente, por responsabilização diante das falhas apontadas.

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