O ex-vereador de Codó e atual diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Caxias, Evimar Barbosa, voltou ao centro de uma polêmica que coloca em xeque sua permanência no cargo. O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ingressou com uma ação civil pública de improbidade administrativa contra ele e contra o servidor Francisco Ronaldo, sob o número 0807191-83.2024.8.10.0029. A denúncia se refere à gestão de Barbosa no SAAE em 2016.

De acordo com a ação, Evimar Barbosa e Francisco Ronaldo teriam causado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos. O MP pede a condenação dos réus, o bloqueio de bens e o ressarcimento integral do valor apontado como desviado.

O histórico do gestor pesa ainda mais diante da nova denúncia. Em Codó, onde também comandou o SAAE na gestão do ex-prefeito Francisco Nagib, Evimar é alvo de outra investigação que cobra a devolução de quase R$ 2 milhões, além de já ter sido denunciado em outras ocasiões por corrupção. Pouco depois de deixar o cargo, foi eleito vereador de Codó.

A reincidência de acusações levanta questionamentos sobre os critérios adotados para a nomeação de Barbosa à frente de um órgão estratégico. “Por que manter no comando do SAAE alguém já denunciado por desvio de recursos públicos e que hoje é réu em nova ação por improbidade?”, indaga parte da população.

A permanência de Evimar no cargo ocorre em um momento em que a cidade enfrenta sérios problemas no abastecimento de água, falta de investimentos em saneamento e carência de infraestrutura. O Ministério Público alerta que os atos praticados na gestão dos réus geraram grave prejuízo à administração pública, o que justifica a indisponibilidade de bens para garantir a recuperação dos recursos caso haja condenação.

O caso acende um sinal de alerta para a sociedade caxiense, que cobra maior fiscalização e rigor na gestão dos serviços públicos essenciais.