A Câmara Municipal de Codó, sob a presidência de Francisco Roberto Araújo Albuquerque, está no centro de uma nova polêmica que expõe possíveis irregularidades e favorecimento político. O Legislativo contratou, por dispensa de licitação, a empresa Douglas Bezerra dos Santos, aberta em maio de 2025, para realizar serviços de jardinagem e limpeza de canteiros públicos — um contrato de R$ 24.596,40, válido até 31 de dezembro de 2025, com possibilidade de prorrogação.

O que chama a atenção é que o proprietário da empresa, Douglas Bezerra dos Santos, é atual Diretor de Departamento I da Secretaria Municipal de Infraestrutura, cargo para o qual foi nomeado em 13 de janeiro de 2025 — apenas quatro meses antes da abertura da empresa e pouco tempo antes de ser contratado pelo Legislativo.

A coincidência de datas e cargos levanta sérias suspeitas de conflito de interesses e até uso indevido de influência política, uma vez que um servidor do Executivo passou a prestar serviços, via empresa própria, ao Poder Legislativo Municipal. A contratação foi formalizada por meio da Dispensa de Licitação nº 018/2025, expediente muitas vezes usado em situações emergenciais, mas que neste caso parece ter servido para beneficiar um aliado.

A empresa, inscrita sob o CNPJ nº 60.938.852/0001-56, tem sede na Rua Capricórnio, Bairro São Raimundo, em Codó. Afinal, como um servidor municipal — nomeado pelo Executivo — consegue firmar contrato com o Legislativo, por dispensa de licitação, e ainda ser beneficiado com dinheiro público através de uma empresa criada há poucos meses?
Quem é Douglas Bezerra
Douglas Bezerra não é um nome desconhecido no meio político codoense. Conhecido como um dos principais cabos eleitorais e defensores do deputado estadual Francisco Nagib, ele ganhou notoriedade em 2017 ao protagonizar declarações polêmicas em grupos de WhatsApp, afirmando que “queria ser uma fêmea para cruzar com o Nagib” e que “se o Nagib me batesse pela manhã, à tarde eu ainda votaria nele”.

Em 2018, o mesmo Douglas foi acusado de agredir um funcionário da UPA de Codó após ser impedido de visitar sua mãe fora do horário de visitas. Segundo relatos da época, ele teria batido a porta com força, conseguido entrar pela intermediação de outra funcionária e, ao sair, desferido três tapas no peito do porteiro, em tom de deboche e intimidação.
Com informações do Blog do Leonardo Alves

Codó de muro baixo.