Enquanto o prefeito Chiquinho do PT atravessava a noite de chuva em tranquilidade, moradores da Trizidela viveram mais um capítulo de desespero em Codó. Casas alagadas, ruas tomadas pela água e famílias obrigadas a proteger eletrodomésticos ou até deixar suas residências marcaram mais uma noite de sofrimento para quem vive próximo ao novo residencial em construção na região.

As denúncias se repetem e já não podem mais ser tratadas como casos isolados. Sempre que chove, a água proveniente da obra invade ruas como a Frei Henrique de Coimbra e a Travessa Presidente Figueiredo, próximo ao Clube Rocinha, evidenciando o que moradores classificam como falta de planejamento, ausência de drenagem e total descaso do poder público.

Os prejuízos são reais e acumulados: famílias perderam freezers, máquinas de lavar, guarda-roupas, sofás, além da tranquilidade e da segurança. “Somos trabalhadores e toda chuva é essa tormenta de água”, relata um dos moradores afetados. Em algumas ruas, a situação chega ao ponto de vizinhos serem obrigados a sair de casa durante as chuvas para não perder tudo o que conquistaram com anos de trabalho.

O mais grave, segundo os relatos, é que o governo de Chiquinho do PT e a construtora responsável já têm conhecimento do problema, mas até agora nenhuma solução definitiva foi apresentada. A água continua chegando, a cada nova chuva, e a resposta do poder público não chega.

A pergunta que fica é simples e direta: até quando os moradores da Trizidela vão pagar pela irresponsabilidade e pela falta de ação da gestão municipal?

Em Codó, enquanto alguns dormem em segurança, outros passam a noite em claro tentando salvar o que a água ainda não levou.

A reportagem segue aberta para manifestação da Prefeitura de Codó e dos responsáveis pela obra.