Dizem por aí que o vereador Leonel Filho faz uso de remédio controlado. Dizem por aí. Não afirmo, não provo, não garanto. ESSA É A SUSPEITA. O que dá pra afirmar, sem precisar de receita médica, é que com o recesso da Câmara Municipal de Codó e as férias do curso de medicina, o vereador parece ter entrado em abstinência de holofote. E, nessa crise, vale qualquer coisa para falar bem do patrão, o prefeito Chiquinho do PT.

Prova disso foi a ideia “genial”: gravar um vídeo para anunciar que o comércio de Codó vive um conto de fadas. Segundo Leonel Filho, as lojas estariam lotadas, as vendas batendo recordes e novos estabelecimentos surgindo como se a cidade tivesse virado Dubai do Leste Maranhense da noite para o dia.

Só esqueceram de avisar os comerciantes.

No vídeo, o vereador mostrou indevidamente fachadas de lojas, entre elas o Baratão do Óculos. Bastou a palhaçada do “gardenal” circular para a proprietária da ótica fazer o que ninguém na base governista fez até agora: falar a verdade.

Gente, nós estamos com dificuldades, porque o movimento realmente tá ruim. Não é intriga da oposição, porque eu não faço política, eu tenho lugar de fala. E eu sei que todas as outras óticas daqui, porque eu já fui lá pra conversar, também estão passando por dificuldades. O comércio tá ruim, isso é fato. Todo mundo tá vendo, todo mundo tá sentindo. Não só quem vende, mas quem compra”, desabafou a empresária.

A pergunta que fica é simples e incômoda: mesmo depois de ser desmentido por quem vive do comércio, o vereador Leonel Filho vai manter a narrativa de que Codó está vendendo como nunca? Vai insistir que as lojas estão “bombando”, enquanto empresários contam moedas para pagar as contas?

Fica aqui uma sugestão mais produtiva ao vereador. Em vez de tentar maquiar o que muitos comerciantes já classificam como a pior crise da história recente do comércio de Codó, talvez fosse mais útil explicar à população um outro mistério que circula nas rodas de conversa da cidade: como um vereador que recebe cerca de R$ 11 mil por mês, sem outra fonte de renda declarada, consegue pagar uma faculdade de medicina cuja mensalidade gira em torno de R$ 13 mil?

É só uma pergunta.
Com a palavra, o vereador.