Faturamento alto nem sempre significa um
negócio saudável. Entender margem, caixa, custos e resultado ajuda empresários
a identificar problemas antes que eles apareçam

Uma empresa pode vender mais a cada mês,
conquistar novos clientes e bater recordes de faturamento e, ainda assim, estar
ficando financeiramente mais frágil. Isso acontece porque faturamento, sozinho,
diz muito pouco sobre a saúde de um negócio. “É muito comum o empresário saber
exatamente quanto vendeu no mês, mas não conseguir responder quanto realmente
ganhou. E são duas coisas completamente diferentes”, afirma Danilo Fermino,
contador e sócio da Flow
Contabilidade Digital
.

Segundo ele, o problema aparece quando o
faturamento passa a ser usado como principal referência para tomar decisões. A
empresa vende mais e, por isso, contrata. Aumenta a estrutura. Assume um
financiamento. Compra equipamentos. Eleva a retirada dos sócios. Mas nem sempre
existe uma análise sobre quanto desse crescimento efetivamente está se
transformando em resultado. “Uma empresa pode aumentar o faturamento e, ao
mesmo tempo, perder margem. Pode apresentar lucro e estar com dificuldade de
caixa. Pode ter dinheiro na conta hoje e compromissos para os próximos 30 dias
que tornam aquele saldo praticamente indisponível. Quando olhamos somente um
número, corremos o risco de chegar à conclusão errada.”

Por isso, acompanhar a saúde financeira de
uma empresa exige olhar para indicadores em conjunto. Faturamento, margem,
custos fixos, geração de caixa, endividamento e resultado ajudam a mostrar não
apenas onde o negócio está, mas também se existe espaço para os próximos
passos. Essa informação passa a ter valor principalmente antes das decisões.

Contratar um funcionário, comprar um
equipamento, abrir uma nova unidade ou assumir uma dívida são decisões que
podem parecer comerciais, mas têm consequências financeiras que podem ser
projetadas. “Antes de contratar, por exemplo, eu posso calcular quanto aquela
contratação aumenta o custo da empresa e quanto de receita adicional ela
precisa gerar para se pagar. A decisão continua sendo do empresário, mas ele
passa a decidir sabendo o impacto que aquilo terá nos números.”

A mesma lógica vale para a área tributária.
Conforme a empresa cresce, muda sua folha de pagamento, sua margem ou sua
estrutura, um regime tributário que funcionava anteriormente pode deixar de ser
a melhor alternativa. “Não existe uma escolha tributária que seja boa para
sempre. A empresa muda e a estratégia tributária também precisa ser revisada.
Mas imposto é apenas uma parte da análise. Economizar imposto e continuar com
uma operação pouco rentável não resolve o problema.”

Para Danilo, uma das principais mudanças na
relação entre empresário e contador está justamente na utilização das
informações que a contabilidade já produz. “O empresário não precisa de um
contador que apenas diga quanto ele precisa pagar. Ele precisa entender se a
empresa dá lucro, onde está perdendo margem, quanto pode investir, quais riscos
está assumindo e o que precisa mudar para chegar onde pretende.”

Isso não elimina a experiência ou a
percepção de quem está à frente do negócio. Pelo contrário. Os números ajudam a
testar essas percepções antes que uma decisão importante seja tomada. “Tem
decisão que parece ótima olhando para o faturamento e deixa de parecer quando
colocamos margem, custos e caixa na conta. O número não decide pelo empresário.
Ele mostra coisas que, muitas vezes, o empresário não consegue enxergar olhando
apenas para a operação.”

No Dia do Contador, celebrado em 22 de
setembro, a discussão sobre o papel da profissão também passa por essa mudança.
Com tecnologia e acesso mais rápido às informações, o trabalho contábil pode ir
além do cumprimento de obrigações e ajudar empresas a entender melhor o próprio
negócio.

Porque crescer é importante. Mas saber se
esse crescimento está efetivamente deixando a empresa mais saudável é uma
discussão diferente.

Serviço: Flow Contabilidade

Danilo Fermino

Contador CRC PR 078065/O-2

(41) 99963-7065

@danilofermino

danilo@flowcontabilidade.com.br

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(Crédito: Divulgação)