A influenciadora codoense Elizangela Andrade, figura conhecida por se envolver em polêmicas nas redes sociais, interrompeu repentinamente a divulgação de jogos e plataformas de apostas ilegais no Instagram. A decisão veio dias depois de uma série de denúncias que a colocaram na mira das autoridades policiais.

Elizangela e o marido, Christian Ribeiro, vinham promovendo “bets” que prometiam ganhos rápidos, mas que, segundo denúncias, tiravam dinheiro dos mais vulneráveis e deixavam seguidores endividados, enquanto os influenciadores e os donos das plataformas enriqueciam.

A virada começou quando o jornalista Marco Silva descobriu que Elizangela havia assumido a presidência provisória do PCdoB em Codó — o mesmo partido que já teve como governador Flávio Dino. A nomeação gerou revolta e motivou o envio de informações à imprensa estadual e às autoridades, expondo processos judiciais, um mandado de busca e apreensão já cumprido em sua residência e a ligação com jogos ilegais.

As denúncias foram formalizadas no Ministério Público, Polícia Civil, na plataforma Fala.BR do Governo Federal e levadas pessoalmente à cúpula da segurança pública maranhense. Poucos dias depois, a SEIC (Superintendência Especial de Investigações Criminais) e o DCCT (Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos) abriram investigações contra a influenciadora.

O medo da prisão teria feito Elizangela encerrar as divulgações ilegais. Mas o cerco continua: ela também é investigada por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já que, em menos de um ano, teria adquirido casa, carro, moto e sítio, mesmo recebendo salário de R$ 1.800 como assessora do vereador Leonel Filho.