O município de Codó (MA) encerrou dezembro de 2025 mergulhado numa desgraça econômica que já não pode mais ser tratada como acaso ou simples “ajuste de mercado”. Dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, apontam saldo negativo de 113 vagas formais, o pior resultado para o mês de dezembro nos últimos dez anos.

O número choca ainda mais quando se leva em conta que dezembro é, historicamente, o período de maior aquecimento da economia local. É o mês em que o comércio costuma contratar, vender mais e respirar aliviado após um ano difícil. Em Codó, porém, ocorreu o oposto: queda nas vendas, cortes de pessoal e portas sendo fechadas. Em vez de contratações, vieram as demissões.

Para empresários locais, o cenário não surgiu do nada. Denúncias feitas por comerciantes e representantes do setor produtivo apontam a gestão do prefeito Chiquinho do PT como corresponsável pelo colapso econômico que se instalou na cidade. Desde que assumiu o comando da prefeitura, o gestor promoveu uma redução drástica no número de contratados, retirando do mercado local uma massa significativa de renda que sustentava o consumo básico.

O efeito dominó foi imediato: menos dinheiro circulando, menos clientes no comércio, menos vendas e, consequentemente, mais desemprego. Pequenos e médios empresários relatam sufocamento financeiro, atraso em compromissos e a amarga decisão de demitir para sobreviver. Para muitos, a política adotada pela gestão municipal asfixiou o comércio e empurrou Codó para um fim de ano que ficará marcado negativamente na história econômica da cidade.

O que revolta ainda mais é o contraste gritante que salta aos olhos da população. Enquanto trabalhadores perdem emprego e comerciantes acumulam prejuízos, negócios ligados ao próprio prefeito e a aliados políticos seguem prosperando, alimentando uma sensação generalizada de injustiça. De um lado, a cidade afunda; do outro, uma elite política parece blindada da crise que ajuda a produzir.

Os números do Caged não mentem. Dezembro de 2025 escancarou uma realidade dura: Codó vive uma crise profunda, com desemprego crescente e economia enfraquecida. Tratar esse cenário como algo natural é desrespeitar quem sente na pele o peso das demissões e da falta de perspectivas. Para muitos codoenses, o saldo negativo de empregos não é apenas estatística — é o retrato fiel de uma desgraça administrativa com consequências sociais reais.