Os depoimentos do prefeito afastado de Turilândia, José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió, e da primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a Eva Curió, que estavam agendados para esta terça-feira (6), foram adiados para a próxima sexta-feira (9). As oitivas seriam realizadas na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), em São Luís, mas acabaram remarcadas após pedido da defesa dos investigados.

Paulo Curió e Eva Curió chegaram a ser conduzidos até a PGJ, onde seriam ouvidos pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). No entanto, a audiência não foi realizada. Eva Curió é pré-candidata a deputada estadual.
As oitivas integram a investigação que apura um esquema milionário de corrupção na Prefeitura de Turilândia, com desvio preliminarmente estimado em R$ 56,3 milhões. Além do prefeito afastado e da primeira-dama, a apuração envolve a vice-prefeita, vereadores do município e outros investigados.
Os depoimentos tiveram início na segunda-feira (5). No primeiro dia, apenas a chefe do Setor de Compras do município, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, prestou esclarecimentos, negando qualquer participação no esquema. Também foram convocados o médico Eustáquio Diego Fabiano Campos, apontado como agiota e suposto financiador de campanhas políticas; a pregoeira Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira; o contador Wandson Jonath Barros; a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima; e o empresário Marlon de Jesus Arouche Serrão, marido da ex-vice-prefeita e proprietário do Posto Turi. A maioria optou por permanecer em silêncio, informando que só irá se manifestar em juízo.
De acordo com o MPMA, as oitivas seguem até esta quarta-feira (7), com os depoimentos da atual vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça e do empresário Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva.
Todos os investigados foram presos no dia 22 de dezembro, durante a Operação Tântalo II, deflagrada pelo Gaeco. As investigações apontam a existência de uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos, com suspeitas de crimes como formação de quadrilha, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

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