Uma denúncia preocupante levanta sérios questionamentos sobre o funcionamento do Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó. De acordo com relato enviado por uma funcionária, o HGM está, desde o final do ano passado, sem realizar exames de biópsia — procedimento essencial para o diagnóstico de diversas doenças, incluindo câncer.

Segundo a denúncia, diante da ausência do serviço, pacientes que passam por cirurgias estão sendo orientados pela equipe de enfermagem a decidir, por conta própria, se desejam levar o material retirado durante o procedimento para realizar biópsias em clínicas particulares. A situação escancara uma possível transferência de responsabilidade do poder público para os próprios pacientes, muitos deles sem condições financeiras de arcar com exames na rede privada.
A denunciante afirma que materiais cirúrgicos estariam sendo armazenados de forma improvisada dentro do hospital, inclusive em armários e até em garrafas de refrigerante. Parte desse material, segundo o relato, pertence a pacientes que não têm recursos para pagar por uma biópsia particular, o que agrava ainda mais a gravidade da situação.
O caso levanta questionamentos urgentes: por que um serviço básico como a biópsia não está sendo oferecido? Onde está a gestão da saúde municipal diante de uma situação que pode comprometer diagnósticos e tratamentos? E, principalmente, quantos pacientes podem estar sendo prejudicados enquanto aguardam uma solução?
Até o momento, não houve posicionamento oficial do governo de Chiquinho do PT ou da direção do HGM sobre as denúncias. A população, no entanto, segue cobrando respostas.

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