Uma denúncia de uma codoense aponta possíveis irregularidades no pagamento do Bolsa Família e coloca a Secretaria Municipal de Assistência Social, ligada ao governo do prefeito Chiquinho do PT, no centro de um caso que levanta suspeitas graves sobre o destino de recursos públicos.

A beneficiária relata que, ao acessar o aplicativo do Cadastro Único e a plataforma gov.br, constatou que o sistema aponta registros de recebimento do Bolsa Família desde setembro de 2025. No entanto, segundo ela, apenas uma parcela foi efetivamente liberada, agora em fevereiro de 2026. A dúvida dela é quem recebeu o dinheiro registrado nos meses anteriores?
O caso se agrava após a beneficiária ter acesso à folha resumo do Cadastro Único, onde consta que o cadastro da família foi realizado apenas em 1º de agosto de 2025. Mesmo assim, o sistema indica o benefício como ativo nos meses seguintes, sem que os valores tenham sido depositados em sua conta.
Os prints apresentados mostram contradições claras entre a data do cadastro, o histórico de pagamentos exibido no sistema e a liberação real do benefício. Para a denunciante, a situação aponta para falha grave na gestão dos cadastros ou para o uso indevido do benefício, o que exige explicações imediatas.
A responsabilidade pelo Cadastro Único e pelo acompanhamento das famílias beneficiárias em Codó é da Secretaria Municipal de Assistência Social. Diante das inconsistências, a denúncia cobra esclarecimentos do órgão e da gestão Chiquinho do PT sobre quem recebeu os valores registrados desde setembro e por que a beneficiária só teve acesso ao recurso agora.
O Bolsa Família é um programa federal, mas sua execução depende diretamente da atuação dos municípios. Quando há divergência nos dados, o prejuízo recai sobre quem mais precisa — e a suspeita sobre o destino do dinheiro público não pode ficar sem resposta.

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