A grave crise que atinge o comércio de Codó acaba de fazer mais uma vítima — e dessa vez não se trata de um pequeno empreendedor local, mas de uma das maiores redes varejistas do país. Funcionários da Eletro Mateus, loja do Grupo Mateus localizada na Rua Afonso Pena, foram informados no último sábado que este deve ser o último mês de funcionamento da unidade.

Segundo relatos de empregados, a decisão foi motivada pelo acúmulo de cinco meses consecutivos de prejuízos. “A cidade está sem dinheiro, não é de se esperar menos”, desabafou um trabalhador que pediu para não ser identificado.

O fechamento da Eletro Mateus em Codó expõe a dimensão da recessão que sufoca a economia local. O Grupo Mateus, quarto maior atacarejo do Brasil, com 137 lojas espalhadas pelo Maranhão, Pará e Piauí, é conhecido por sua sólida presença no mercado e por resistir a oscilações econômicas. Se até um gigante do varejo não consegue manter as portas abertas na cidade, o que dizer dos pequenos e médios comerciantes?

A situação reforça denúncias já feitas por empresários codoenses que apontam a gestão do prefeito Chiquinho do PT como corresponsável pelo colapso econômico. Desde que assumiu, o gestor reduziu drasticamente o número de contratados da prefeitura, o que teria derrubado a circulação de dinheiro e levado o comércio ao ponto de asfixia.

Enquanto isso, negócios ligados ao próprio prefeito e a aliados políticos continuam prosperando, o que gera revolta e sensação de injustiça entre os comerciantes. O contraste é gritante: de um lado, trabalhadores e empresários fechando as portas; de outro, a elite da política local engordando lucros e ignorando o caos econômico que se instala.

O fechamento da Eletro Mateus é mais do que um sinal de alerta — é a confirmação de que Codó está vivendo um apagão econômico sem precedentes, e que a falta de ação efetiva da prefeitura pode transformar a crise em colapso definitivo.