A base política do prefeito de Codó, Chiquinho do PT, está em plena implosão. O que antes se apresentava como um grupo governista unido, hoje dá claros sinais de rachadura e desintegração, expondo o desgaste precoce da gestão e o enfraquecimento do poder de articulação do prefeito.
Nos bastidores, o clima é de incerteza — e, em alguns casos, de pura rebeldia. Vereadores que até pouco tempo se declaravam aliados fiéis de Chiquinho agora seguem em direções opostas, sem coordenação, sem comando e sem confiança no futuro político do gestor.
O exemplo mais recente é o do vereador Dedé do Zé Garimpeiro, que decidiu trocar de legenda e embarcar no União Brasil, partido comandado no Maranhão pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes. O gesto não é apenas uma mudança partidária: é um recado direto de que o prefeito perdeu o controle sobre sua própria base.

Outro movimento simbólico veio de Ibrahim Neto, que já vinha flertando com o PL, sigla do deputado Josimar de Maranhãozinho, e chegou a confirmar publicamente o encaminhamento político. Sua postura reforça a impressão de que a fidelidade ao governo municipal é coisa do passado.

Mas a debandada não para por aí. Leandro Magalhães já havia anunciado rompimento ao declarar apoio ao Dr. Orlando, enquanto Araújo Neto mantém firme sua ligação com o Progressistas (PP), tradicional aliado do grupo Gentil — o que mostra que alguns já estão garantindo espaço em campos politicamente mais seguros.

Governismo acuado e sem comando
Enquanto a base racha, o núcleo governista parece atônito e acuado, observando de longe o “espetáculo” das articulações políticas. Fontes próximas relatam que, nos bastidores, o clima é de medo e desconfiança, com cada vereador tentando salvar a própria pele. O famoso “vamos ver quem sobra” virou a frase mais ouvida entre aliados.
Esse esfacelamento expõe a fragilidade do prefeito Chiquinho do PT, que, sem uma base sólida na Câmara, perde sustentação política e capacidade de governar. A ausência de diálogo e de liderança efetiva dentro do grupo é apontada por analistas como o principal motivo do colapso.
O que esperar daqui para frente?
Com vereadores rompendo um a um, o prefeito pode ver seu poder evaporar antes mesmo de 2026. O desgaste interno já não é mais especulação — é fato. A questão agora é saber quem ainda permanecerá ao lado do prefeito e, principalmente, quantos já escolheram outro rumo político, deixando Chiquinho Oliveira cada vez mais isolado no comando de um governo que parece ter perdido o rumo.

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