O comércio de Codó vive um dos piores momentos de sua história. Lojas fechando, vendas em queda livre, demissões e endividamento se tornaram rotina. A crise, que já era visível desde o início do ano, agora se aprofunda e ameaça levar o setor ao colapso. E os próprios comerciantes apontam a causa: a falta de circulação de dinheiro na cidade provocada por decisões desastrosas do governo de Chiquinho do PT.

Durante o governo anterior, Codó tinha cerca de 8 mil servidores ligados à Prefeitura, entre efetivos, comissionados e contratados. Essa massa salarial impulsionava diretamente o comércio local. Com a chegada do prefeito Chiquinho do PT ao poder, quase todos foram demitidos. Hoje, a Prefeitura mantém pouco menos de 2 mil servidores. A drástica redução de pessoas com renda estável afetou diretamente a economia da cidade, que já sente os efeitos da retração do consumo.

“Antes, toda semana a cidade girava. Hoje não tem movimento nem no início do mês”, desabafa uma comerciante do centro. A sensação de abandono é geral. “É como se a prefeitura estivesse contra quem quer trabalhar. Não tem gente comprando porque não tem dinheiro circulando”, afirma outro empresário.

Empresas de fora levam tudo — e aliados do prefeito ganham por fora

Outro ponto de revolta entre os comerciantes é o esquema de favorecimento em contratos públicos. A maioria das licitações realizadas pela Prefeitura tem sido vencida por empresas de fora de Codó, tirando das empresas locais a oportunidade de prestar serviços ou fornecer produtos ao município. E, mais grave: essas empresas de outras cidades estão terceirizando os contratos para empresas da família e de aliados políticos do prefeito.

Um exemplo claro está no contrato milionário para fornecimento de combustível. A empresa vencedora da licitação é de fora, mas os veículos da Prefeitura estão sendo abastecidos nos postos do vereador Roberto Cobel, atual presidente da Câmara Municipal. O mesmo vereador também teve suas máquinas alugadas pela empresa que está executando a recuperação de estradas vicinais na zona rural de Codó.

No SAAE, embora a licitação para locação de motocicletas tenha sido vencida por uma empresa de Pindaré-Mirim, as motos usadas foram todas fornecidas por uma concessionária pertencente ao filho do prefeito.

A denúncia se repete em outros setores. Todos os produtos de limpeza utilizados pelas secretarias do município são fabricados pela própria indústria do prefeito Chiquinho do PT. As recargas de gás distribuídas à rede pública também saem da distribuidora de gás de propriedade dele. O círculo de contratos favorecendo parentes e aliados vai se fechando — enquanto a economia da cidade vai sendo estrangulada.

Silêncio do poder público e indignação crescente

Mesmo diante desse cenário de desespero, a Prefeitura de Codó mantém o silêncio. Não há plano de estímulo à economia local, tampouco diálogo com as entidades empresariais. A falta de transparência nos contratos e a exclusão das empresas codoenses dos processos licitatórios geram um sentimento de revolta generalizado.

“Estamos sendo sufocados. Tiraram o dinheiro da cidade, entregaram tudo para empresas de fora e ainda usam o poder para beneficiar parentes e aliados. Isso não é gestão, é um desmonte”, disse um comerciante que está encerrando suas atividades após 12 anos no ramo.

A crise econômica de Codó tem nome, endereço e responsáveis. E se nada for feito com urgência, a cidade poderá assistir à destruição completa de sua base comercial — o setor que mais gera empregos e sustenta milhares de famílias codoenses.