Pais e responsáveis de alunos do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros 2 de Julho, em Codó, denunciaram uma série de problemas estruturais que vêm comprometendo a rotina escolar. O principal alvo das reclamações é o sistema de ar-condicionado, que estaria quebrado em várias salas de aula há semanas, obrigando a direção a adotar um esquema de rodízio e até liberar turmas mais cedo.

De acordo com relatos enviados à reportagem, as crianças estão sendo submetidas a condições precárias por conta do calor. Alguns estudantes são remanejados para salas onde os aparelhos ainda funcionam ou para o auditório, enquanto outras turmas chegam a ficar sem aula em determinados dias.

Os registros de mensagens em grupos de pais confirmam que desde 22 de setembro a escola vem comunicando suspensões parciais das atividades e liberações antecipadas dos alunos. No dia 1º de outubro, por exemplo, a gestão administrativa informou oficialmente que, devido às limitações do sistema de climatização, determinadas turmas não teriam aula no turno vespertino.

Apesar de a escola alegar que os aparelhos estão em manutenção e que um novo transformador será instalado para normalizar o uso, pais afirmam que “nada está sendo feito de fato”. Uma mãe ouvida pela reportagem desabafou:

“Já faz duas semanas essa luta, sempre dizem que vão arrumar, mas a verdade é que as crianças continuam sofrendo com o calor e perdendo dias de aula.”

Além da climatização, a comunidade escolar também reclama da cobrança de novos uniformes, que antes eram fornecidos gratuitamente. “No começo do ano compramos uma farda, agora já lançaram outra para ser adquirida novamente. Antes, o colégio fornecia as fardas”, relatou uma responsável.

Diante da situação, pais e responsáveis pedem providências urgentes da gestão do Colégio Militar para garantir condições dignas de ensino e a normalização da rotina escolar.