O ex-prefeito de Codó, Zito Rolim, não faz mais parte do governo de Chiquinho do PT. A informação foi confirmada por ele próprio a mim, em conversa por ligação. Até então, Zito ocupava um dos cargos mais sensíveis da gestão: a Secretaria de Articulação Política. 

E não era um cargo qualquer. Dentro do governo, Zito exercia um papel que o próprio prefeito não conseguia cumprir com eficiência: o contato direto com a população, principalmente com os mais humildes. Era ele quem recebia as demandas, encaminhava os pedidos às secretarias e tentava dar respostas as pessoas sem deixá-las frustradas.

Exoneração dentro do prazo eleitoral

A exoneração ocorre justamente dentro do prazo previsto pelo calendário eleitoral para quem pretende disputar as eleições. E é aí que começa a contradição.

Perguntei diretamente a Zito Rolim se ele seria candidato em 2026. A resposta foi imediata: não. Ele garantiu que não pretende disputar vaga de deputado federal e também descartou qualquer possibilidade de entrar na disputa como substituto de Francisco Nagib, caso seja barrado pela Justiça Eleitoral.

Mas, então, por que sair do cargo agora?

A resposta veio, mas sem muitos detalhes. Segundo Zito, o objetivo é apenas ficar “habilitado”, caso o partido precise dele em uma eventual candidatura. Ou seja: não é candidato… mas pode ser.

Nos bastidores, a movimentação levanta ainda mais questionamentos. Zito deixou o PSB — partido que rompeu com a base do governador Carlos Brandão — e se filiou ao PSDB, hoje sob influência do ex-ministro Juscelino Filho, figura central no grupo político de Chiquinho do PT.

Na prática, o discurso de Zito não fecha completamente com seus movimentos políticos. A saída estratégica, a troca de partido e o timing da exoneração indicam que existe algo sendo desenhado longe dos holofotes.

E como já vi esse filme antes, fica difícil acreditar que tudo isso seja apenas precaução.

Na política, ninguém se movimenta desse jeito sem um plano.