O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu nesta quarta-feira (29) a Operação Contenção, deflagrada na última terça (28) contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Em coletiva de imprensa, Castro afirmou que as únicas vítimas da ação foram os quatro policiais que perderam a vida durante os confrontos.

“Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais”, declarou o governador.

Cláudio Castro também criticou o governo federal, afirmando que não pretende transformar o episódio em disputa política:

“A gente não vai ficar respondendo nem ministro nem autoridade que queira transformar esse momento em uma batalha política. O recado é: ou soma no combate à criminalidade ou suma”, afirmou.

De acordo com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, o número de mortos na operação chegou a 132, incluindo os quatro agentes de segurança. O governo estadual ainda não divulgou um balanço oficial, e uma nova coletiva com as forças policiais deve ocorrer ainda nesta quarta-feira.

Entre os mortos estão dois policiais civis e dois militares. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, os PMs eram integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

O sargento Cleiton Serafim, de 42 anos, ingressou na corporação em 2008 e deixa esposa e uma filha. O sargento Heber Fonseca, de 39 anos, estava na PM desde 2011 e deixa esposa, dois filhos e um enteado.

Na Polícia Civil, morreram o comissário Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, conhecido como Máskara, de 51 anos, lotado na 53ª DP (Mesquita), e o inspetor Rodrigo Cabral, de 34 anos, da 39ª DP.

A Operação Contenção é considerada uma das mais letais da história do Rio de Janeiro, e segue gerando forte repercussão política e social em todo o país.