
A cirurgia para retirada do pterígio — aquela “pelezinha” que cresce sobre a parte branca do olho e avança em direção à córnea — é um dos procedimentos oftalmológicos mais realizados no Brasil. Embora seja uma condição benigna, o pterígio pode causar desconforto, afetar a visão e comprometer a estética dos olhos. Felizmente, a medicina evoluiu muito, e hoje contamos com técnicas modernas que tornaram esse procedimento mais seguro, eficaz e confortável — uma delas é o uso da cola de fibrina.
O que é a cola de fibrina?
A cola de fibrina é uma substância biológica, derivada do sangue humano, que simula o processo natural de coagulação. Ela funciona como um “adesivo cirúrgico”, unindo tecidos de forma firme e segura. Seu uso não é exclusivo da oftalmologia; também é comum em outras áreas da medicina, como cirurgia plástica, ortopedia e cirurgia cardiovascular.
Como ela é usada na cirurgia de pterígio?
Tradicionalmente, após a retirada do pterígio, o oftalmologista realiza um transplante de conjuntiva (uma pequena parte da membrana ocular saudável do próprio paciente) para cobrir a área operada. Antes, essa membrana era fixada com pontos de sutura — o que muitas vezes causava desconforto, dor, inflamação e um tempo de recuperação mais longo.
Com a cola de fibrina, o enxerto é colado em poucos segundos, eliminando a necessidade de pontos. Isso proporciona uma cirurgia mais rápida, com menor trauma ocular e recuperação muito mais tranquila para o paciente.
Quais são os benefícios da cola de fibrina?
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Menos dor no pós-operatório: Como não há pontos, o olho sofre menos irritação.
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Recuperação mais rápida: O paciente costuma voltar às atividades em poucos dias.
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Menor risco de complicações: A chance de inflamações, granulomas e infecções diminui.
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Redução da recidiva (retorno do pterígio): Estudos mostram que o uso da cola contribui para menores taxas de recidiva, quando comparado à técnica convencional.
Existem riscos?
A cola de fibrina é considerada segura e bem tolerada. Como é feita a partir de derivados do sangue, passa por rigorosos processos de purificação e inativação viral, reduzindo praticamente a zero o risco de transmissão de doenças. Ainda assim, seu uso deve ser feito por profissionais capacitados e com materiais certificados.
Quanto custa a cirurgia com cola de fibrina?
O uso da cola pode aumentar o custo do procedimento em relação à cirurgia tradicional com pontos. Em clínicas particulares, esse valor adicional pode variar entre R$ 800 a R$ 2.000, dependendo da região e da estrutura oferecida. Alguns planos de saúde já cobrem a técnica com cola, mas é importante verificar com antecedência.
Conclusão
A cirurgia de pterígio com cola de fibrina representa um grande avanço, trazendo mais conforto e segurança para o paciente. Se você está convivendo com pterígio e pensando em operar, converse com seu oftalmologista sobre essa opção moderna, menos dolorosa e com excelentes resultados estéticos e funcionais.
AUTOR: Dr. Aron Guimaraes.

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