O prefeito de Codó, Francisco Carlos de Oliveira, o Chiquinho do PT, ingressou com duas queixas-crime na 3ª Vara do município contra o ex-prefeito José Francisco Lima Neres e o filho dele, Pedro Henrique Pitombeira Neres, por publicações em redes sociais que, segundo as ações, teriam atribuído falsamente ao atual gestor vínculos com a facção criminosa PCC.

Os protocolos foram realizados no dia 17 de setembro de 2025 e se fundamentam nos crimes de calúnia (art. 138 do Código Penal) e difamação (art. 139), com pedido de aplicação das causas de aumento previstas no art. 141 (inciso III e §2º), que prevê o triplo da pena quando a ofensa é cometida por meio da internet.

O que dizem as ações

Na petição contra José Francisco, o prefeito afirma que o ex-gestor publicou um vídeo em seu perfil, no qual teria declarado que o prefeito Chiquinho FC está envolvido neste crime organizado conjuntamente com o PCC e insinuado que o crime organizado está tomando conta de Codó. O material foi juntado aos autos como prova, junto com prints e arquivos de vídeo.

Já na ação contra Pedro Neres, a acusação sustenta que o jovem utilizou a ferramenta “caixinha de perguntas” do Instagram para repostar comentários de terceiros com conteúdo considerado calunioso e difamatório, incluindo frases que associariam o prefeito ao PCC e o atacariam com termos pejorativos.

As publicações, segundo a defesa de Chiquinho FC, tiveram ampla circulação e repercussão nas redes sociais.

Pedidos do prefeito

Além da responsabilização criminal, o prefeito pede:

  • indenização por danos morais;

  • retratação pública nas redes sociais;

  • aceitação de relatório técnico produzido pela empresa Verifact, que teria atestado a autenticidade das postagens e metadados coletados.

Nos autos, constam registros extraídos do Instagram acompanhados de arquivos digitais e hashes anexados como prova pericial.

Próximos passos

As peças foram distribuídas à 3ª Vara de Codó, onde o juiz determinou vista ao Ministério Público Estadual, que deverá decidir se oferece denúncia ou se manifesta de outra forma dentro do prazo legal. O valor simbólico da causa foi fixado em R$ 1.518,00 em cada ação, apenas para fins fiscais.

O caso adiciona um novo capítulo à disputa política local. José Francisco, médico e ex-prefeito cassado, e Pedro Neres, seu filho, já vinham se posicionando de forma crítica à gestão de Chiquinho do PT desde a posse do atual prefeito.

Os processos seguem em tramitação e aguardam manifestação do Ministério Público e novos atos do juízo.

Confira os processos na íntegra clicando AQUI e AQUI