Uma grave denúncia envolvendo o Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó expõe, mais uma vez, a situação crítica enfrentada por pacientes e familiares dentro da unidade de saúde. O caso de Maria José dos Anjos Farias, de 48 anos, tem gerado revolta e levanta questionamentos sobre a qualidade do atendimento prestado.

De acordo com relatos da família, Maria José deu entrada no hospital com quadro de pneumonia, mas, mesmo sendo paciente cardíaca, não teria recebido o acompanhamento adequado desde o início. O estado de saúde se agravou rapidamente, levando à necessidade de internação em UTI, onde permaneceu entubada por cerca de oito dias.
Apesar de ter saído da UTI, a paciente continua apresentando sinais preocupantes, como falta de ar e inchaço acentuado nos pés, situação que contrasta com a avaliação de profissionais da unidade, que afirmam que ela está bem. “Nós, que estamos acompanhando, vemos que ela não está bem”, relatou um familiar.
Outro ponto que chama atenção é a precariedade estrutural denunciada. Segundo a família, foi necessário comprar um colchão de ar para evitar o agravamento de ferimentos, além de levar cadeira própria, já que as disponíveis no hospital seriam inadequadas. Há ainda relatos de falta de itens básicos, como uma simples geladeira para armazenamento de água, obrigando familiares a utilizarem isopor para manter a hidratação da paciente.
A situação levanta críticas diretas à gestão do HGM, atualmente sob comando de Rossana Araújo. A diretora é alvo frequente de denúncias e críticas por parte da população, que cobra soluções concretas para os problemas recorrentes na unidade. Rossana ocupa o cargo somente por ser esposa do vereador Leonel Filho.
Diante da gravidade das denúncias, a família pede que o caso ganhe visibilidade para que autoridades municipais e estaduais tomem providências. “Só resolve em São Luís”, afirmou um dos relatos, evidenciando a descrença na estrutura local de saúde.
O caso reforça um cenário preocupante e já conhecido pelos codoenses: um sistema de saúde fragilizado, onde pacientes enfrentam não apenas a doença, mas também a falta de condições dignas de tratamento.

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