A saída de Pedro Belo da Secretaria de Agricultura para disputar uma vaga de deputado federal não é um movimento isolado nem fruto de decisão pessoal. Trata-se de uma articulação política clara, planejada e executada com um objetivo específico: interferir diretamente no cenário eleitoral de Codó.

A reportagem apurou que a decisão foi construída dentro do núcleo político do prefeito Chiquinho do PT, que tem como principal prioridade garantir que o ex-ministro Juscelino Filho seja o candidato mais votado no município nas eleições de outubro.

O problema para o grupo governista tem nome e sobrenome: Larissa DP. Em crescimento acelerado, ela já desponta como uma das favoritas na cidade e ameaça diretamente a hegemonia política do prefeito dentro do próprio território.

Diante desse cenário, a solução encontrada foi colocar Pedro Belo na disputa. A estratégia é evidente: dividir votos no campo político em que Larissa DP avança, enfraquecendo sua votação e impedindo que ela alcance o topo nas urnas.

Nos bastidores, não há dúvidas sobre o objetivo da manobra. A candidatura de Pedro Belo não nasce para vencer a eleição, mas para cumprir um papel tático — reduzir o potencial eleitoral de Larissa DP e preservar o favoritismo de Juscelino Filho em Codó.

A avaliação dentro do grupo do prefeito é de que os votos destinados a Juscelino já estão consolidados. Por isso, Pedro Belo entra como uma peça de contenção, atuando diretamente para impedir que uma candidatura fora do controle do grupo político ganhe força e protagonismo.

A movimentação escancara como a disputa eleitoral no município está sendo conduzida: não apenas com base em propostas ou projetos, mas com estratégias calculadas para neutralizar adversários e garantir o domínio político local.

Em Codó, a eleição já começou — e, pelo que se vê, será decidida muito mais nos bastidores do que nos palanques.

Por Marco Silva