A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta quarta-feira (8), a Medida Provisória conhecida como “MP dos Impostos”, que previa novas alternativas de arrecadação para o Governo Federal e era considerada essencial pela equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta, que poderia gerar cerca de R$ 17 bilhões em receitas extras em 2026, foi derrubada por 251 votos contrários e 193 favoráveis, após os parlamentares decidirem retirar o texto da pauta. A decisão representa uma derrota política e fiscal para o governo, que contava com a medida para reforçar o orçamento e cumprir metas fiscais.
Por se tratar de uma medida provisória, o texto entrou em vigor imediatamente após sua publicação, mas dependia da aprovação do Congresso em até seis meses. Com o prazo expirando nesta quarta, a retirada da pauta fez com que a MP caducasse automaticamente, perdendo validade e efeito.
Divisão entre os maranhenses
A bancada do Maranhão na Câmara votou de forma dividida. Foram favoráveis à derrubada da MP os deputados Allan Garcês, Aluisio Mendes, Amanda Gentil, Josivaldo JP, Junior Lourenço, Pastor Gil e Pedro Lucas Fernandes.
Por outro lado, Cleber Verde, Duarte Júnior, Fábio Macedo, Hildo Rocha, Juscelino Filho, Márcio Honaiser, Márcio Jerry, Marreca Filho e Rubens Pereira Júnior votaram contra a derrubada, ou seja, a favor da manutenção da MP.
Os deputados Detinha e Josimar Maranhãozinho não registraram voto.
A rejeição da “MP dos Impostos” evidencia o desgaste da articulação política do Planalto na Câmara e sinaliza resistência da base parlamentar diante de medidas que aumentam a carga tributária, em um momento de forte pressão sobre o governo para conter gastos e equilibrar as contas públicas.

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