A influenciadora digital Lindajane Carvalho protocolou  uma ação por danos morais contra a também influenciadora e presidente do PCdoB em Codó, Elizângela Rego Andrade, acusando-a de ataques públicos considerados cruéis e difamatórios. A denúncia foi registrada no Juizado Especial Cível e Criminal de Codó (MA) e tem como pano de fundo um dos episódios mais dolorosos da vida de Lindajane: a morte do irmão recém-nascido.

Segundo a ação, Elizângela usou seu perfil no Instagram para publicar vídeos e prints com ofensas, nas quais acusava Lindajane de desamor à própria família, cobiça por dinheiro e — de forma ainda mais polêmica — fez referência direta à morte do bebê Ayron Santos Silva, irmão de Lindajane, que faleceu com apenas cinco dias de vida no Hospital Geral Municipal de Codó (HGM), em maio deste ano.

A exposição pública do luto da influenciadora foi classificada pela defesa como “vexatória, ofensiva e injustificável”. Os advogados se baseiam nos artigos 139 e 140 do Código Penal, que tratam de difamação e injúria, e nos artigos 186 e 927 do Código Civil, que tratam da responsabilidade por atos ilícitos. A indenização pedida é de R$ 20 mil, valor atribuído à causa com base no artigo 292 do Código de Processo Civil.

A tragédia que vitimou o bebê Ayron continua gerando comoção em Codó. A família, até hoje, cobra explicações do HGM, que se recusa a entregar os prontuários médicos e outros documentos. A dor da perda foi agravada pelos ataques do vereador Leonel Filho — marido da diretora do hospital, Rossana Magna — que, em vez de se solidarizar, optou por ofender os familiares na Câmara Municipal de Codó.

Além do processo judicial, a influenciadora Elizângela também é alvo de críticas por outro motivo: a divulgação recorrente de jogos de azar ilegais, como o chamado “jogo do tigrinho”, em suas redes sociais. A prática tem sido investigada em várias partes do país por supostos crimes contra a economia popular.

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