Auxiliares de professores da rede de ensino de Codó denunciaram a situação de sobrecarga e exploração enfrentada diariamente na função. Segundo relatos enviados à nossa redação, esses profissionais afirmam estar submetidos a uma carga horária exaustiva, considerada injusta diante da remuneração recebida.

Enquanto os professores cumprem apenas um turno — manhã ou tarde —, os auxiliares são obrigados a trabalhar nos dois períodos, atendendo um grande número de crianças, muitas delas com necessidades atípicas. Essa rotina, de acordo com os relatos, tem gerado cansaço extremo, ansiedade e até doenças relacionadas à pressão constante.

“Quando chegamos em casa já não temos ânimo para nada, só queremos silêncio. Estamos ficando doentes de ansiedade, muita pressão”, desabafou uma auxiliar, que pediu para não ter sua identidade revelada por medo de represálias.

Os auxiliares classificam a situação como uma verdadeira exploração, já que, além da extensa jornada, o salário não é compatível com o nível de esforço e responsabilidade exigidos. “Pela necessidade de um emprego, estão nos escravizando e nos deixando doentes”, afirmou outra profissional.

A categoria ainda questiona a diferença de tratamento em relação aos professores, que, além de trabalharem apenas em um turno, têm dias pedagógicos reservados, enquanto os auxiliares permanecem em sala de aula.

Até o momento, a Prefeitura de Codó e a Secretaria Municipal de Educação não se manifestaram sobre as denúncias.