Depois de dias de silêncio e forte pressão nas redes sociais, a Escola Adventista de Codó finalmente se pronunciou publicamente sobre o caso de racismo praticado por um aluno contra a professora Lindinalva da Silva Santos.

A manifestação da instituição foi publicada nesta quarta-feira (12) no Instagram oficial da escola. No texto, a direção reconhece que houve um “episódio envolvendo publicações ofensivas, de cunho racista”, feitas por alguns alunos contra uma professora. A nota afirma que a escola repudia veementemente tais manifestações e que foram adotadas medidas disciplinares e pedagógicas cabíveis, além de acionar os órgãos competentes.

No entanto, a publicação gerou forte reação negativa entre internautas. Muitos seguidores classificaram o comunicado como “vazio”, “protocolar” e “insensível”, por não mencionar diretamente o nome da professora vítima, nem apresentar detalhes concretos sobre as providências adotadas.

Nos comentários, usuários destacaram que o texto pareceu mais preocupado em preservar a imagem da instituição do que em demonstrar solidariedade à vítima.

Tiveram dias para refletir e, ainda assim, publicam uma nota genérica, sem empatia e sem assumir responsabilidade. A dor da professora é real e exige mais do que palavras prontas”, comentou uma internauta.

A nota da escola surge após intensa cobrança popular, impulsionada por postagens e reportagens do Marco Silva Notícias, que denunciaram a omissão da instituição e o fechamento dos comentários em suas publicações anteriores.

Apesar do posicionamento tardio, a repercussão mostra que a comunidade segue atenta e exigindo atitudes concretas.

Como afirmam muitos nas redes: “Racismo é crime — e o silêncio nunca será resposta.”