Apesar de aliados tentarem sustentar a narrativa de que estaria livre de problemas na Justiça, o deputado estadual Francisco Nagib adotou, nos bastidores, uma postura bem diferente: correu para apresentar uma nova defesa ao Tribunal de Contas da União (TCU) no início desta semana.

O documento, protocolado no dia 6 de abril de 2026, mostra que Nagib ingressou com um Recurso de Reconsideração pedindo, na prática, a anulação completa da decisão que o condenou junto com o ex-prefeito Zito Rolim. No pedido, a defesa solicita desde a exclusão do nome do ex-prefeito do rol de responsáveis até o cancelamento do débito milionário e da multa aplicada.
Ou seja: ao mesmo tempo em que aliados espalham que a situação estaria resolvida, o próprio Nagib admite, na prática, que a condenação continua valendo — e tenta revertê-la às pressas.
O tom do documento chama atenção. A defesa insiste que não houve omissão na gestão e pede que as provas apresentadas sejam suficientes para afastar qualquer responsabilidade, inclusive tentando, de forma subsidiária, reduzir o peso das sanções caso não consiga a absolvição total.
Mas o ponto central é outro: se realmente não houvesse risco, não haveria necessidade de um novo recurso.

A movimentação reforça o que já vinha sendo apontado: a situação jurídica de Nagib é delicada e está longe de qualquer solução definitiva. Pelo contrário, o protocolo de uma nova defesa às pressas indica preocupação real com os efeitos da condenação, principalmente diante da possibilidade concreta de inelegibilidade.
Nos bastidores políticos de Codó, o gesto foi interpretado como sinal claro de desespero. Isso porque a decisão do TCU, que também atinge Zito Rolim, pode tirar ambos do jogo eleitoral de 2026.
Enquanto isso, segue a contradição: novamente, o discurso é de tranquilidade; nos autos, a corrida é para tentar evitar os efeitos de uma condenação pesada.
E, até aqui, um fato continua inalterado — a decisão do TCU segue de pé, e a luta agora é para tentar sobreviver a ela.

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