Treze anos após o assassinato brutal de Maria do Amparo Fernandes Macedo, de 48 anos, o principal acusado do crime, identificado como Willame Carlos de Sousa, segue foragido da Justiça. O caso, ocorrido na noite de 24 de dezembro de 2012, na rua 15 de Novembro, bairro Santo Antônio, em Codó, ainda provoca revolta e dor entre os familiares da vítima.

Maria do Amparo foi morta com sete facadas, sendo uma delas no pescoço, crime atribuído ao próprio genro. Na época, o caso gerou grande repercussão e chegou a ser acompanhado de perto pelas autoridades policiais, que iniciaram diligências na tentativa de localizar o suspeito. No entanto, mesmo após mais de uma década, ele nunca foi capturado.

Recentemente, a família voltou a se manifestar publicamente, cobrando uma resposta das autoridades e denunciando a falta de avanços nas investigações. Em um apelo enviado à imprensa, um familiar destacou a indignação com a demora na resolução do caso.

Segundo o relato, ao longo desses 13 anos, a família buscou informações junto à Justiça, mas recebeu apenas a resposta de que o acusado será preso “quando for encontrado”. Para os parentes, há uma sensação de abandono e falta de empenho na busca pelo foragido.

São 13 anos de sofrimento e indignação. A gente não vê divulgação, não vê uma procura efetiva. Parece que o caso foi esquecido”, diz um trecho do desabafo.

Ainda de acordo com familiares, a ausência de divulgação da imagem do suspeito dificulta que ele seja reconhecido e localizado pela população, o que poderia contribuir para sua prisão.

Na época do crime, relatos apontavam que o acusado chegou a ameaçar outros membros da família, incluindo a então companheira e os próprios filhos. Mesmo com a gravidade das denúncias, o paradeiro dele permanece desconhecido.

Diante da situação, a família faz um novo apelo às autoridades de segurança do Maranhão para que o caso seja retomado com prioridade e que medidas mais efetivas sejam adotadas para localizar e prender o acusado.

O caso segue sem desfecho, e a espera por justiça continua marcando a vida dos familiares de Maria do Amparo.