O prefeito de Codó, Chiquinho do PT, foi duramente criticado pelo advogado Yuri Gomes, que representa os proprietários do terreno localizado em frente ao Tiro de Guerra — espaço há anos utilizado informalmente pela população como campo de futebol. Segundo o advogado, a visita do gestor ao local nesta terça-feira (13), acompanhada de encenação pública e tentativa de impedir uma obra particular, foi nada mais do que um “teatro político”.

“Quem está irregular é a prefeitura. Tá fazendo um serviço que não tem processo judicial, não tem processo de desapropriação. O prefeito, como diz o ditado popular, ‘atropelou os pés com as mãos’. Não precisava esse teatro”, declarou o advogado durante entrevista ao jornalista Bernardo Junior.

A obra, de acordo com Yuri Gomes, teve início de forma legítima e não será interrompida por conta das ações midiáticas do prefeito. Ele afirmou que, se o poder público realmente quisesse intervir no terreno, deveria ter feito isso de forma legal, por meio de um processo de desapropriação e com a devida indenização ao proprietário.

A situação escancara, mais uma vez, a falta de planejamento e o viés populista que têm marcado a gestão de Chiquinho do PT. Em vez de tratar o tema com seriedade e dentro dos trâmites legais, o prefeito parece optar por espetáculos públicos para tentar salvar sua imagem desgastada.

Enquanto o prefeito encena preocupações com o uso do espaço por parte da população, sua administração não apresenta nenhuma solução concreta para garantir áreas de lazer dignas aos moradores. A promessa de proteger o campo soa mais como uma tentativa desesperada de ganhar apoio popular do que como uma medida efetiva.

Ao que tudo indica, a obra vai continuar — com ou sem a encenação do gestor. E o terreno, há anos utilizado pela comunidade, está prestes a se tornar mais um símbolo do despreparo da atual gestão.