O advogado e empregado público federal Cleiton Nascimento de Sousa continua exercendo sua profissão em Codó, atendendo clientes e atuando em processos, mesmo respondendo a graves acusações na Justiça. O nome dele voltou ao noticiário abril após denunciar sua ex-esposa por suposta fraude no programa Bolsa Família, caso que levou o Ministério Público Federal (MPF) a pedir a devolução de R$ 25 mil aos cofres públicos.

Mas o passado turbulento do advogado levanta questionamentos sobre a legitimidade de sua atuação como “acusador”. Cleiton já foi preso em flagrante em 2022, duas vezes no mesmo mês, por descumprir medida protetiva de urgência expedida justamente em favor de de sua ex-esposa. Segundo os registros policiais, ele chegou a invadir a casa da ex-companheira, quebrar objetos e tentar agredi-la fisicamente. Após a primeira prisão, saiu mediante fiança; na segunda, foi transferido para a Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Codó.

Esses antecedentes, porém, não impediram que Cleiton retomasse sua rotina profissional na cidade. Hoje, ele continua advogando e atendendo clientes normalmente, enquanto responde na Justiça por episódios relacionados à violência doméstica.

Para parte da população, o fato de Cleiton estar livre, trabalhando e representando clientes nos tribunais, mesmo com histórico de prisões e acusações tão graves, é um retrato da lentidão e das contradições do sistema judicial brasileiro.

“É uma vergonha para a OAB do Maranhão ter um advogado que já foi preso por perseguir e agredir a própria ex-companheira e ainda conseguir se manter atuando sem qualquer restrição profissional”, comentou um internauta em uma das publicações que destacava a prisão de Cleiton.