A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), eleita em 2024 com 2.925 votos, foi presa na manhã desta quinta-feira (3) durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, da Polícia Federal (PF). A parlamentar foi detida em sua residência, no bairro Jóquei, zona Leste de Teresina, e levada à sede da PF, acompanhada de uma mulher, seu advogado e um tio.

Tatiana é fundadora do Instituto Vamos Juntos, uma ONG com sede na zona Norte da capital, que também foi alvo da operação. Segundo a PF, há indícios de que sua campanha eleitoral foi financiada com dinheiro do Bonde dos 40, uma das facções criminosas mais violentas do estado. Parte dos recursos teria sido desviada da própria ONG. Na primeira fase da investigação, a polícia já havia apreendido R$ 100 mil em espécie nas instalações da instituição.

A Operação Escudo Eleitoral foi deflagrada para combater a influência do crime organizado no processo eleitoral de 2024. Foram cumpridos oito mandados judiciais, incluindo dois de prisão preventiva, três de busca e apreensão e três de afastamento de funções públicas — entre elas, o cargo de vereadora ocupado por Tatiana e postos comissionados na Câmara Municipal de Teresina, na Assembleia Legislativa e na Secretaria Estadual de Saúde. As ordens foram expedidas pelo 1º Juízo de Garantias da Justiça Eleitoral no Piauí e cumpridas em Teresina (PI) e Timon (MA).

A PF também investiga um esquema de compra de votos com dinheiro oriundo de facções criminosas. Conforme as apurações, Tatiana mantinha uma relação próxima com Alandilson Cardoso Passos, seu namorado, preso em Minas Gerais durante outra operação policial. Alandilson é investigado por tráfico de drogas, roubo qualificado e posse irregular de arma de fogo. Ele é apontado como integrante do Bonde dos 40 e, no momento da prisão, estava ao lado de Tatiana com passagem comprada para São Paulo.