Uma paciente de hemodiálise, moradora da zona rural de Codó, procurou a reportagem para denunciar a suspensão do fornecimento de combustível, um benefício que ela recebia da Prefeitura para se deslocar até a cidade e realizar o tratamento médico, essencial para sua sobrevivência.

Segundo a denunciante, que realiza hemodiálise há seis anos, o fornecimento foi interrompido na semana passada. Diante da situação, ela se dirigiu à Secretaria de Saúde, onde o secretário teria solicitado seus dados e orientado a paciente a abastecer em outro posto da cidade, por meio de uma funcionária responsável pelo serviço. Contudo, segundo a paciente, a funcionária está se recusando a liberar o combustível, alegando falta do recurso, o que, para ela, não condiz com a realidade.

Esse combustível é um dos poucos direitos que eu tenho. Ela está se recusando, sendo que eu preciso desse combustível pra ir pra hemodiálise, já que eles não mandam o carro aqui pra me buscar”, desabafou a moradora, que necessita realizar o tratamento três vezes por semana.

A denunciante ainda reforçou que não tem condições financeiras de arcar com o custo do combustível para o deslocamento constante até o local do tratamento. Como alternativa, ela solicita que, ao menos, a Prefeitura envie um veículo para buscá-la em sua residência na zona rural.

A situação relatada ocorreu após o prefeito interino Camilo Figueiredo assumir o comando da Prefeitura de Codó, o que levanta questionamentos sobre possíveis mudanças no fornecimento de serviços essenciais à população mais vulnerável.

Até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Saúde não havia se pronunciado sobre o caso.