Uma operação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento nos assassinatos de Wilson de Soares e Martins Neto, mortos a tiros em setembro de 2024, e de Raimundo Monteiro da Silva Neto, assassinado em novembro do mesmo ano. As prisões ocorreram na manhã desta sexta-feira (28) em Teresina.

A ação policial foi realizada nos bairros Pedra Mole e Tabajaras, na Zona Leste, e no residencial Nova Teresina, na Zona Norte da capital. No total, a polícia tinha como alvo oito suspeitos e cumpriu mandados de busca e apreensão em 13 endereços.

Execuções motivadas por vingança e desentendimentos

Segundo o delegado Divanilson Sena, do DHPP, duas pessoas foram presas por suspeita de participação no assassinato de Wilson de Soares. A vítima estava sentada em uma calçada no bairro Aroeiras, na Zona Leste, ao lado de sua moto, quando foi surpreendida e baleada por um homem e uma mulher.

“Ele aguardava um amigo quando foi atacado. Durante as investigações, descobrimos que ele mantinha um relacionamento com uma mulher e havia publicado algumas mensagens em grupos. Por conta disso, ela e outro indivíduo decidiram matá-lo”, explicou o delegado.

Já o homicídio de Raimundo Monteiro da Silva Neto, conhecido como “Tubarão”, teria sido cometido por membros de uma facção criminosa. A vítima foi morta a caminho do mercado onde trabalhava, no bairro Pedra Mole.

Conforme a polícia, os criminosos estavam à procura do autor do homicídio de um adolescente de 14 anos, baleado na cabeça quando saía da escola. No entanto, ao encontrarem Raimundo, com quem tinham uma rixa antiga, decidiram executá-lo.

“Houve o homicídio de um estudante na saída do colégio, e, no mesmo período, Raimundo, que também estava de bicicleta, acabava de sair do supermercado onde trabalhava. Os faccionados, que buscavam o responsável pela morte do adolescente, se depararam com ele e aproveitaram a oportunidade para executá-lo”, detalhou Divanilson Sena.

Prisões e operação integrada

Durante a ação, uma sexta pessoa foi presa em flagrante, mas a polícia não informou se ela tem ligação com os homicídios.

A operação contou com o apoio de 70 agentes da Polícia Civil do Piauí (PCPI), incluindo policiais de distritos e delegacias especializadas, além da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp).