Dois homens foram presos e um adolescente foi apreendido nesta quinta-feira (3), suspeitos de envolvimento no assassinato da influenciadora digital Adriana Oliveira, de 26 anos, morta a tiros no município de Santa Luzia (MA), no dia 15 de março.

As identidades dos presos não foram divulgadas. A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) chegou até os suspeitos por meio de denúncias anônimas e, com base nas investigações, cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo Fórum de Justiça de Santa Luzia.

Com as novas prisões, o número de envolvidos no caso chega a cinco adultos presos e um adolescente apreendido. A polícia segue investigando qual o papel de cada um na dinâmica do crime.

Durante a ação desta quinta-feira, os policiais localizaram três armas de fogo de calibres diversos, que estavam escondidas. A suspeita é de que o armamento pertencia a João Batista dos Santos — um dos já presos pelo crime — e que ele estaria repassando as armas para criminosos da região.

Segundo o delegado regional de Santa Inês, Allisson Guimarães, há indícios de que o grupo estivesse envolvido em um esquema de comércio ilegal de armas de fogo.

“Pelas investigações, essas armas pertencem ao Bruno ou a uma pessoa indicada por ele. Há fortes indícios de que exista um comércio de venda de armas na região, ou, alternativamente, que as pessoas com posse dessas armas estivessem se preparando para cometer outros crimes”, explicou o delegado.

O crime

A influenciadora Adriana Oliveira, de 27 anos, foi morta a tiros dentro de sua casa na noite de sábado (15), em Santa Luzia (MA). Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), o marido de Adriana estava em casa no momento do crime.

À polícia, Valdiley Paixão Campos relatou que o criminoso chegou em sua casa em uma moto, depois atirou contra Adriana e fugiu do local. O companheiro de Adriana não foi atingido pelos disparos. Após o crime, ele chamou a polícia, que foi até o local para prestar assistência.

Após a morte da influenciadora, o marido e a cunhada da vítima chegaram a ser ouvidos pela polícia, mas foram liberados. Com novos indícios sobre o caso, ele e o pai foram presos ainda no domingo (16).

O caso gerou muita comoção, já que a vítima trabalhava como influenciadora digital e era muito popular na cidade. Nas redes sociais, ela tinha mais de 29 mil seguidores e compartilhava detalhes de sua rotina e de seus trabalhos.

Com informações do G1